quarta-feira, 17 de junho de 2009

Retenção de líquidos - O que deve fazer para a combater


A retenção de líquidos é a acumulação de líquido que passa das veias para o exterior (espaço intercelular) e provoca inchaço na zona afectada.
A retenção de líquidos é um transtorno metabólico que consiste na acumulação de água no organismo, normalmente nas pernas, abdómen ou mãos, provocando inchaço (edema). Esta manifesta-se quando o nível de líquidos ultrapassa os 75%.

Causas
Deve-se a um desequilíbrio no sistema hormonal que regula o nível de líquido no corpo. Pode ser causado por excesso de sal na alimentação, défice de proteínas (as proteínas fazem com que o fígado produza albumina, uma substância que evita a acumulação de líquidos), ou pela escassez de nutrientes (vitaminas C e B6, magnésio, potássio e ácidos gordos ómega-3 e ómega-6).

Sintomas
Inchaço, cãibras, fraqueza, palpitações e mal-estar. Também pode ocorrer queda de cabelo, alergias, unhas quebradiças e tónus muscular debilitado.

Tratamento
Aconselha-se uma mudança dos hábitos alimentares, com uma dieta rica em proteínas (aves, peixes e legumes), frutos secos, verduras e frutas. Além disso, nunca esquecer que é muito importante a ingestão de muita água, especialmente em épocas muito quentes, não só para evitar a retenção de líquidos, como para evitar desidratação.
Cuidado com o sal. Os principais culpados do excesso de sal (sódio) na comida são a fast food, os alimentos pré-cozinhados, o queijo, os snacks e aos enchidos. Tente evitá-los e escolha os que têm pouco sal.
O desequilíbrio hormonal que provoca a retenção de líquidos também pode ser produzido por doenças cardiovasculares, gravidez, síndrome pré-menstrual, alterações no fígado ou nos rins e alguns fármacos. Por isso, é importante que seja o médico a determinar qual o melhor tratamento a seguir.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lentes de contacto usadas por mais tempo do que o recomendado


40% dos utilizadores de lentes de contacto permanecem com as mesmas lentes mais tempo do que o indicado, aumentando os riscos de infecções oculares. É o que indica um estudo recente, realizado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, que envolveu mais de 1.600 adultos americanos utilizadores de lentes de contacto.
Os investigadores observaram que 59% daqueles que usavam lentes de gel de silicone que devem ser trocadas a cada duas semanas, 29% dos que usavam lentes que devem ser trocadas mensalmente e 15% dos que usavam lentes diariamente descartáveis permaneciam com elas por mais tempo do que o recomendado pelo fabricante. Segundo os autores, o motivo principal dos dois primeiros grupos para manter a lente por mais tempo seria o esquecimento de quando deveriam trocá-las; enquanto, para aqueles que deveriam trocar todos os dias, a razão principal de manter a lente por mais tempo seria a economia. Além disso, 9% dos especialistas admitiram terem recomendado o uso por mais tempo. No entanto, o uso de lentes de contacto por mais tempo do que o recomendado pode aumentar os riscos de infecções nos olhos, o que acontece muito frequentemente, sendo uma das principais causas de conjuntivite, por exemplo.
É importante não esquecer que o uso de lentes de contacto é uma forma eficiente para corrigir a visão, sendo indicado principalmente para fins estéticos, substituindo os óculos em caso de miopia, estigmatismo, hipermetropia e presbiopia (mais conhecida por "vista cansada") ou para mudar a cor dos olhos. Devido ao contacto constante com os olhos, as lentes necessitam de cuidados especiais como limpeza e desinfecção diárias e trocas diárias, quinzenais ou mensais, bem como um acompanhamento periódico do oftalmologista.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Radiografias podem ajudar a combater a pobreza


Desde dia 5 de Junho, dia Mundial do Ambiente até dia 26 de Junho a sua radiografia pode ser transformada em prata, ajudando assim os mais pobres.
A 14ª edição da Campanha de Reciclagem de Radiografias, um dos vários projectos de cariz ambiental da AMI que a levou recentemente a criar o seu quarto pilar de acção já está a decorrer.
Durante três semanas, apoiada por todas as Farmácias do País, a AMI vai recolher o maior número possível de radiografias com mais de cinco anos e/ou sem valor clínico para posterior reciclagem e extracção de prata nelas contida. Da sua parte só é necessário ir à gaveta e escolher as radiografias fora de validade e dirigir-se à sua farmácia mais próxima. Não custa nada.
E para que servem as radiografias? Para serem transformadas em prata. A prata é separada das películas, obtendo-se por cada 10 toneladas de radiografias, cerca de 10 kg de prata. Procede-se depois à venda da mesma nos mercados internacionais ou na casa da moeda ao preço que esta estiver cotada, garantindo assim uma fonte de recursos importante para a prossecução do trabalho humanitário da AMI, ao mesmo tempo que se contribui para a preservação do ambiente.
“Os 3 princípios da sustentabilidade estão assim reunidos nesta acção: reciclagem (aproveitamento de resíduos) – criação de riqueza (recuperação e venda da prata) – responsabilidade social (aplicação dos fundos em projectos de desenvolvimento humano)", explica fone do gabinete de comunicação da AMI.
A mesma fonte refere ainda que nas já trezes campanhas desenvolvidas anualmente desde 1996, a AMI recolheu mais de mil toneladas de radiografias, recuperando à volta de 1 tonelada de prata, possibilitando o investimento de mais de um milhão de euros em projectos de desenvolvimento e luta contra a pobreza.
As receitas provenientes da venda são canalizadas para o projecto de acção social da AMI em Portugal (oito centros Porta Amiga que prestam assistência às populações mais desfavorecidas, dois Abrigos Nocturnos, duas equipas de rua de apoio aos sem-abrigo e uma unidade de apoio domiciliário), bem como para a acção humanitária que a AMI leva neste momento a mais de 40 países nos quatro cantos do Mundo. Esta ideia partiu de uma Organização Não Governamental em Paris e Portugal não deixou passar a oportunidade. Como por cá não há empresas de reciclagem deste tipo de material as radiografias vão até à Alemanha receber tratamento para depois se transformarem em valiosa prata. Um metal precioso que ajuda a ajudar os mais carenciados. Ajude você também.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Televisão pode atrapalhar desenvolvimento da linguagem no bebé

Bebés que passam muito tempo a ouvir os sons da televisão têm, no início da infância, menos interacção verbal, atrapalhando a aprendizagem da linguagem.
Segundo o investigador Dimitri A. Christakis, da Universidade de Washington, nos EUA, «o efeito de ter uma televisão ligada é que os bebés falam menos e fala-se menos para eles».
O estudo que o comprova incluiu 329 crianças de dois a 24 meses, que passaram a usar um aparelho que gravava os sons os quais o bebé era exposto durante um dia inteiro por mês.
Os resultados indicaram que quanto mais horas de TV gravada numa sessão, menos vezes a criança falava e menos palavras elas ouviam dos adultos – para cada hora adicional de TV, eram menos 771 palavras faladas pelos adultos.
Os autores destacam que essa menor interacção verbal atrasa o desenvolvimento da linguagem e, de forma geral, o desenvolvimento cognitivo.
A maior preocupação é que muitos pais costumam deixar seus filhos sozinhos em frente à TV, em vez de interagir com eles.
Adaptado de:

sábado, 6 de junho de 2009

Telma Monteiro conquista "ouro" em casa


Telma Monteiro conquistou hoje o ouro da categoria de -57 kg da Taça do Mundo de Lisboa em judo e ofereceu a Portugal a terceira medalha do evento, a decorrer no Complexo Muncipal de Desportos - Cidade de Almada.
Na final, a campeã da Europa em título derrotou a holandesa Michelle Diemeere, por yuko, somando a sua medalha ao ouro ganho por Joana Ramos (-52 kg) e ao bronze de Leandra Freitas (-48 kg).
Telma Monteiro começou por derrotar a francesa Gabrielle Deflorenne e a chinesa Hui Wang, em ambos os casos por ippon, acedendo às meias-finais, onde bateu a espanhola Concepcion Bellorin, também por ippon, em 1.39 minutos.


Parabéns!


Adaptado de:

Mais fotografias da Entrega de Prémios

























Entrega de Prémios dos Iº Mini-Jogos Olímpicos Anselmo 2009


No âmbito do Projecto Sociedade e Sedentarismo, decorreu dia 5 de Junho de 2009 (sexta-feira) pelas 14.30h, no pavilhão gimnodesportivo da escola, a “Entrega de Prémios dos Iº Mini-Jogos Olímpicos Anselmo 2009”. Este Projecto foi desenvolvido por alunos do 12º ano, da turma A durante todo o ano lectivo, que dinamizaram e organizaram todas as actividades adjacentes ao Projecto.
A “Entrega de Prémios dos Iº Mini-Jogos Olímpicos Anselmo 2009” teve como público-alvo os alunos do 5º, 6º e 7º anos (alunos participantes nos “Iº Mini-Jogos Olímpicos Anselmo 2009”), estando, contudo, aberta à presença de quaisquer alunos, tendo comparecido na realidade alguns jovens de outros anos para assistir à cerimónia. Este evento teve como objectivo a entrega de taças, medalhas e diplomas aos participantes, sendo que todos eles foram premiados, numa tentativa de implementar nos jovens atitudes de desportivismo e fair-play. Os alunos foram premiados nas modalidades colectivas de Andebol, Futebol e Basquetebol e nas individuais de Badmington e Atletismo (100m, 400m, 1000m e salto em comprimento). Todos eles receberam certificados de participação na actividade desportiva.
Agradecemos desde já, não só o apoio oferecido pela Comissão Executiva Instaladora à realização deste evento (através da disponibilização do pavilhão gimnodesportivo da escola e da inserção da Entrega de Prémios no Plano Anual de Actividades da escola), mas também o apoio às restantes actividades que desenvolvemos durante todo o ano lectivo. Agradecemos também à professora Filomena Sousa, responsável pelo nosso projecto, que desde o início nos aconselhou e apoiou inteiramente e auxiliou na resolução de problemas. Agradecemos igualmente ao Departamento de Educação Física, em especial às professoras Cristina Sousa e Fernanda Seabra, que nos apoiaram na realização do evento “Iº Mini-Jogos Olímpicos Anselmo 2009”.
Com o final do ano lectivo termina também a dinamização do projecto Sociedade e Sedentarismo e, como organizadores, concluímos que foi um Projecto muito trabalhoso, mas totalmente gratificante, uma vez que conseguimos atingir os objectivos a que nos propusemos. De entre estes objectivos destacamos o sucesso que tivemos na sensibilização dos jovens para a mudança de estilos de vida sedentários e para a prática de mais actividades físicas e desportivas. Tencionamos também dar continuidade ao Blogue do Desportista, de modo a continuar a informar os visitantes sobre hábitos alimentares, estilos de vida e campanhas lançadas por organizações.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Primeira caminhada nacional junta doentes do coração


No dia 6 de Junho, no âmbito da campanha "Bate, bate Coração", caminhar-se-á para sensibilizar os portugueses para as arritmias cardíacas.
A primeira caminhada nacional a juntar doentes do coração vai ser efectuada a 6 de Junho, numa organização do Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) e a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI´s (APPPC), no âmbito da campanha "Bate, bate coração". Esta primeira caminhada de portadores de pacemakers e cardioversores-desfibrilhadores implantáveis (CDI´s), arrancará pelas 10h, no Parque Expo, junto ao Pavilhão Atlântico. A iniciativa tem como objectivos «sensibilizar os portugueses para as arritmias cardíacas, explicando as suas causas, mitos, formas de prevenção e tratamento, incentivar a partilha de testemunhos entre portadores de pacemaker e desfibrilhadores (CDI´s) e responder a dúvidas de doentes cardiovasculares», afirmou o Dr. Carlos Morais, coordenador nacional da campanha "Bate, bate Coração". A participação é gratuita, mas é obrigatório fazer inscrição através do site http://www.batebatecoracao.com/. Todos os participantes vão receber uma t-shirt da campanha.
Uma arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais quando não tratada. Os sintomas de alerta são as palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade. No entanto, muitas vezes, as arritmias não provocam sintomas, e por isso, grande parte da população em geral desconhece os seus riscos. A falta de informação é um dos principais factores que pode levar à morte inesperada, repentina e não acidental, conhecida como morte súbita.
Adaptado de:

Cafeína pode ajudar a amenizar sintomas de asma induzida por exercícios


Ingerir cafeína menos de uma hora antes dos exercícios pode reduzir os sintomas de asma induzida pela actividade física. Esta é a conclusão de um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Em testes com dez pessoas que sofriam de asma induzida por exercício físico, os investigadores descobriram que a ingestão de nove miligramas de cafeína por quilograma de peso corporal, uma hora antes dos exercícios, pode ser tão eficaz quanto os broncodilatadores para tratar ou prevenir a asma induzida por exercícios. Os participantes ingeriram três, seis e nove miligramas por quilograma ou placebo antes de se exercitarem na esteira, e passaram por testes pulmonares diversas vezes durante o estudo. Os resultados indicaram que mesmo as menores doses reduziam a "chieira", a tosse e outros sintomas de asma induzida por exercícios. Porém, o estudo não indica as razões da relação, o que ainda não permite fazer recomendações nesse sentido.

domingo, 31 de maio de 2009

Corrida Vencer o Cancro" em busca de apoios


O objectivo da prova é angariar dinheiro para a União Humanitária de Doentes com Cancro. Se tudo correr bem, o Parque das Nações, em Lisboa, vai acolher no dia 27 de Junho a 1ª edição da Corrida Vencer o Cancro, promovida pela União Humanitária dos Doentes com Cancro, em parceria com a Sports High Performance. O objectivo é «mobilizar todo o país contra o cancro, unindo todos os portugueses e entidades (oficiais e empresas públicas e privadas), para que, de alguma forma, todos adiram a esta nobre causa, quer através da participação na corrida, quer através da sua divulgação ou da oferta de apoios».

Presentemente, a entidade procura todos os apoios necessários à organização deste evento. Inserida no âmbito das comemorações do 10º aniversário da União, a Corrida Vencer o Cancro é uma prova de solidariedade, não competitiva, de âmbito nacional. Está aberta a toda a população: doentes com cancro e seus familiares, sobreviventes da doença e pessoas saudáveis que, através da sua participação, simbolicamente, expressam assim publicamente a sua solidariedade a todos os doentes com cancro e exortam a comunidade científica a prosseguir a investigação contra o cancro.
O lema do evento é "Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós", e sintetiza a extrema importância da população ter uma postura activa face à doença, como forma de diminuir os índices de mortalidade do cancro.
O montante angariado pela corrida será aplicado na prossecução de todas as actividades da União para 2009 - das quais se destacam por terem sido pioneiras no nosso país no apoio a doentes com cancro: o Apoio Médico, a Linha Contra o Cancro e o Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico - beneficiando assim milhares de doentes com cancro mais carenciados. Face aos seus escassos meios, a União apela à solidariedade de todos os cidadãos que não tenham oportunidade de participar na corrida, para que contribuam com o seu donativo, através do seu envio para a conta da União com o NIB: 003602169910009142240.
Para quaisquer dúvidas, recomenda-se o contact com a associação através do 969671779 ou do endereço vencercancro@gmail.com.
A União Humanitária dos Doentes com Cancro é uma Associação Humanitária, de Solidariedade Social e de Beneficência, sem fins lucrativos, que tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares.
A sua acção pode ser consultada em http://www.doentescomcancro.org/.

Doenças cardiovasculares matam menos mas incapacitam mais


As doenças cardiovasculares estão a matar menos em Portugal, mas a incapacitar mais pessoas, o que representa custos muito elevados para o Estado, alerta a Fundação Portuguesa de Cardiologia, a propósito do final de Maio, 'Mês do Coração'
Apesar de ter vindo a diminuir o número de óbitos, as doenças cardiovasculares, que atingem meio milhão de portugueses, ainda são a primeira causa de morte, doença, incapacidade e custos em saúde em Portugal, segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC).
Estas doenças matam todos os dias mais de 100 portugueses, o que representa cerca de 35% da mortalidade total anual, sendo as principais causas os acidentes vasculares cerebrais (AVC ou trombose) e o enfarte do miocárdio (ataque cardíaco).
Em declarações à agência Lusa, o coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, Rui Cruz Ferreira, afirmou que a mortalidade intra hospitalar tem vindo a diminuir na maior parte destas doenças, o que se deve à «vertente curativa» que tem apresentado «progressos muito significativos». Por outro lado, acrescentou, «há medidas preventivas que também contribuem seguramente para a redução da mortalidade, nomeadamente algumas terapêuticas que têm sido introduzidas nos últimos anos, como [as que têm como objectivo] baixar o colesterol, que são altamente eficazes».
No entanto, a Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta para o facto de haver cada vez mais pessoas incapacitadas como consequência destas doenças. «A mortalidade está a diminuir, o quer dizer que o Serviço Nacional de Saúde está a responder bem, que as terapêuticas estão a ser excelentes, mas não significa que as pessoas não estejam a sofrer», disse à Lusa o médico Luís Negrão, da FPC. Estes doentes têm custos elevados para o Estado na vertente assistencial, mas também na comparticipação dos medicamentos, que muitas vezes não dão resultado por falta de colaboração do doente.
Luís Negrão deu como exemplo os hipertensos: «Cerca de 40% da população é hipertensa, mas destes só 11% é que tem a tensão arterial controlada».
A 'chave' para minimizar este problema é a prevenção, que passa, em primeiro lugar, pela consciencialização da pessoa para o facto de que tem um problema de saúde, frisou. A redução do sal na alimentação é uma das medidas defendidas por vários especialistas para combater o problema da hipertensão arterial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de sal seja de seis gramas para um adulto, mas em Portugal consome-se, em média, o dobro. A este propósito, o coordenador para as doenças cardiovasculares salientou a importância do projecto de lei aprovado em Março que estabelece que um teor máximo de sal no pão: 1,4 gramas de sal por 100 gramas de pão. Para Rui Cruz Ferreira, esta medida vai ter um «impacto fortíssimo», mas deve ser acompanhada por outras de apoio e esclarecimento da população alvo. Luís Negrão defendeu, por seu turno, que a redução do sal no pão não devia ser tão drástica porque corre-se o risco das pessoas deixarem de procurar este produto, por o acharem doce, e as panificações não cumprirem a legislação, «até porque a ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica] não vai poder estar em todas as padarias a fiscalizar o pão».
Há três anos que o Museu do Pão fabrica o 'Pão São', com teor de sal reduzido e que é distribuído a nível nacional, atingido uma produção de 1,5 milhões por ano. Com o 'Pão São' ficou provado que «é possível fabricar-se pão com teor de sal reduzido sem que o sabor se venha a perder», disse à Lusa o Presidente da Fundação do Museu do Pão, António Quaresma, adiantando que a procura deste alimento tem vindo a crescer de ano para ano.

31 de Maio - Dia Mundial Sem Tabaco


SÊ REBELDE, NÃO FUMES!

Dia Mundial Sem Tabaco - Organizações anti-tabágicas pedem imagens chocantes nos pacotes de cigarros


A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu para hoje, Dia Mundial Sem Tabaco, o tema das advertências nos pacotes de cigarros, ideia também defendida por associações portuguesas, que querem imagens chocantes nos maços para ajudar os fumadores a deixar o vício

Em Portugal, a legislação não contempla a utilização de imagens chocantes nos maços de cigarros, mas esta ideia é defendida pela Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo (COPPT), organização que reúne várias associações ligadas à saúde, educação e do ambiente, que têm em comum o interesse pela prevenção do tabagismo.
Luís Rebelo, presidente desta associação, defendeu a campanha da OMS «Mostrar a verdade. Imagens de aviso, salvam vidas», à semelhança do que já acontece em países como o Brasil e o Canadá. Contra o marketing de caixas de tabaco «glamourosas» propõe maços de tabaco ilustrados por imagens chocantes dos malefícios do tabaco acreditando que os fumadores terão mais vergonha em mostrar publicamente o seu vício.
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta, por seu lado, que Portugal está a falhar no controlo e prevenção do tabagismo. A SPP considera que, em Portugal, «o tabaco ainda é muito barato; a fiscalização não é feita nos espaços públicos fechados, nem nas escolas; os tratamentos não são comparticipados e nem sequer é possível a sua prescrição na maioria das farmácias hospitalares».
Sofia Ravara, médica da SPP, defende que o tabaco deveria ser mais caro, que deveria haver mais acções de fiscalização e campanhas de sensibilização, assim como o acesso universal a consultas de cessação tabágica e linhas telefónicas de apoio.

Dia Mundial Sem Tabaco - Vício do cigarro aumenta nas mulheres mais jovens


É mais difícil para as mulheres deixar de fumar. Mas são elas o alvo da prevenção. São quem promove a saúde em casa

Contribuir para que uma mulher deixe de fumar é fazer com que toda a família seja saudável. «As mulheres são as promotoras da saúde em casa e as protectoras da saúde dos filhos», afirma José Calheiros, especialista em medicina interna e presidente da Sociedade Portuguesa de Tabacologia (SPT).
Em Portugal, 24,3% da população feminina é fumadora activa ou ocasional. Apesar de o comportamento afectar 38,5% dos homens, é nas mulheres mais jovens que está a aumentar – entre os 25 e os 45 anos há 20% de fumadoras (dados da Organização Mundial de Saúde).
«É muito importante chegar a elas. Porque a sua biologia determina que a cessação tabágica seja mais difícil e porque há problemas de saúde associados ao tabaco que só afectam as mulheres» , salienta José Calheiros.
Um destes problemas é o tabagismo durante a gravidez, prejudicial para o bebé. Por esta razão, no Dia Mundial Sem Tabaco – comemorado hoje, 31 de Maio – arranca uma campanha sobre os malefícios do tabaco e a exposição ao fumo passivo, com a mensagem ‘Não Fume na Presença das Crianças e Grávidas’.
O risco de cancro da mama é outro dos problemas que deverá levar as mulheres a acabarem com o vício. Um estudo recente realizado no Canadá mostra que há «uma relação clara entre esta doença e o tabaco», revela o especialista. O professor de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior acrescenta que, dos 40% dos cancros que poderão ser prevenidos, «21% têm como cauda fundamental o tabaco e só 5% o álcool».

A maioria não fuma
Em casa, estimular a auto-confiança dos adolescentes é uma forma de prevenir o tabaco: «Se se conseguir passar a mensagem de que não temos de ser todos iguais e de que a maioria das pessoas não fuma, está a contribuir-se para a saúde».
Na falta de prevenção, a aposta deverá ser na formação dos responsáveis pelas consultas de cessação tabágica, que «têm de encarar o tabagismo de forma integrada». O presidente da SPT sugere que haja uma coordenação entre especialistas, desde o nutricionista (que poderá evitar possíveis aumentos de peso) ao psiquiatra, nos casos em que o tabaco está associado a doenças mentais.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Preservar a saúde ocular desde a infância

InstitutOptico promove acção de sensibilização no Estoril entre 30 de Maio e 1 de Junho.
No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança, o Institutoptico, associando-se à Feira da Criança, promove, nos dias 30 e 31 de Maio e 1 de Junho, no Parque Fiartil, no Estoril, acções de sensibilização e aconselhamento sobre formas de preservar a saúde ocular a partir da infância. Durante três dias, o Institutoptico realiza múltiplas actividades dirigidas aos mais pequenos, conjugando o entretenimento e diversão à aprendizagem dos cuidados a ter com os olhos. Como forma de sensibilização, o grupo de ópticos promove também um workshop subordinado ao tema “Saúde Visual e importância da protecção solar”. Esta acção será dirigida, em especial, aos pais e educadores de infância alertando-os para a importância do processo visual das crianças em aprendizagem. O workshop decorre no Centro de Congressos do Estoril, dia 29 de Maio, pelas 11 horas.

Nas crianças o rastreio visual é imprescindível. Estima-se que cerca de 5% a 10% das crianças em idade pré-escolar e cerca de 25% das crianças em idade escolar tenham problemas visuais. Estes, se não foram diagnosticados numa fase precoce, tendem a desenvolver-se de forma, por vezes, irreversível, afectando a aprendizagem, a integração escolar e até mesmo o comportamento da criança. Recomenda-se que a partir dos dois anos de idade os pais levem as crianças a fazer exames oftalmológicos. Em idade escolar, o acompanhamento deve ser feito de 2 em 2 anos. A criança poderá indicar problemas visuais se:

- Se aproxima excessivamente da televisão ou dos livros
- Pisca, esfrega ou franze os olhos quando está a fixar
- Inclina a cabeça quando quer ver melhor
- Há historial familiar de problemas oculares
O InstitutOptico nasceu em 1989 por iniciativa de um conjunto de ópticos portugueses e foi criado para apoiar e orientar estrategicamente as ópticas tradicionais numa era de globalização.

Maioria dos doentes cardíacos não descobre problema em exames de rotina

Apenas 19% dos doentes cardíacos descobrem que têm problemas cardíacos durante um check-up, antes dos sintomas aparecerem, normalmente, em situações extremas como o enfarte. Foi o que comprovou um levantamento feito por investigadores do Northwest Cardiovascular Institute (EUA) com mais de 13 mil pessoas (homens e mulheres com mais de 65 anos), publicado recentemente no "International Journal of Clinical Practice". Entre os entrevistados que apresentavam problemas cardiovasculares (como angina, insuficiência cardíaca ou que haviam sido submetidos a procedimentos como angioplastia ou ponte de safena), quase metade (48%) apenas identificou a sua condição ao sofrer sintomas como dores fortes ou mesmo um ataque cardíaco. Cerca de 15% descobriram o problema durante o tratamento de outras doenças, em consultas com endocrinologistas ou neurologistas, por exemplo. No caso dos diabéticos, grupo considerado de alto risco para doenças cardiovasculares porque a taxa elevada de glicose no sangue predispõe a enfartes e derrames, 54% dos entrevistados foram diagnosticados após sintomas e 22% enquanto tratavam outra doença. Normalmente, a doença cardiovascular é assintomática. Quando os primeiros sinais surgem, o problema já está em estágio avançado. Justamente pela falta de sintomas, a primeira estratégia para detectar quem tem riscos de adoecer é avaliar a presença de factores de risco (tabagismo, hipertensão, altos níveis de colesterol, diabetes, obesidade e sedentarismo), além do histórico familiar. Contudo, os especialistas referem que a maior parte das pessoas não conhece bem esses factores e não costuma submeter-se a exames de rotina. No entanto, de modo geral, mesmo as pessoas que não têm nenhum factor de risco nem histórico familiar devem fazer uma avaliação anual a partir dos 55 anos no caso dos homens e dos 60, nas mulheres, recomendam os especialistas. Quando há na família algum parente que sofreu um enfarte ou morte súbita antes dos 55 anos (em homens) ou dos 65 (no caso das mulheres), o ideal seria começar um programa de prevenção ainda na infância. Essas pessoas também precisam monitorizar mais cuidadosamente a pressão sanguínea e os níveis de colesterol. A adopção de hábitos saudáveis como não fumar, controlar o peso e praticar actividade física regularmente deverá ser regra, independentemente da presença de factores de risco e de histórico familiar.

Maio é mês do coração



Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta para a prevenção e o controlo das doenças que afectam o coração.
A Fundação Portuguesa de Cardiologia dedica, mais uma vez, o mês de Maio ao Coração.
A campanha "Maio Mês do Coração" tem como objectivo alertar a população para a necessidade de se prevenir as doenças cardiovasculares. Teresa Gomes Mota é cardiologista e, em entrevista ao Fórum Hospital do Futuro, fala sobre a prevenção e o controlo das doenças que afectam o coração.

Quais são os principais factores de risco para se vir a ter problemas cardiovasculares?
Os principais factores de risco para as doenças cardiovasculares são de dois tipos: Não modificáveis - idade (quanto mais velho, maior o risco) e hereditariedade (casos de doenças cardiovasculares na família, nomeadamente antes dos 55 anos).
Modificáveis - os principais são a Hipertensão arterial, a Diabetes, o tabagismo e o Colesterol elevado.

Como está o coração dos portugueses?
O coração dos portugueses está ameaçado! Talvez os dados mais preocupantes sejam os que demonstram que 42% da nossa população adulta tem Hipertensão arterial, 12% tem Diabetes, e estes factores de risco não estão controlados, atingindo cada vez mais as pessoas jovens. Também a obesidade crescente, afectando todos os grupos etários, e constituindo uma importante causa de novos casos de Diabetes, Hipertensão arterial e alterações das gorduras no sangue, nos deve fazer reflectir sobre as consequências do nosso estilo de vida actual.

Que cuidados se podem ter no dia-a-dia para se evitar esses possíveis problemas?
Há cinco medidas que se podem implementar no dia-a-dia com excelentes resultados em termos de prevenção cardiovascular:

1. Actividade física regular: no mínimo andar a pé 30 minutos por dia.
2. Alimentação Saudável: variada, com legumes, frutas, cereais completos, azeite e gorduras vegetais, peixe, carnes magras e com redução do sal.
3. Abstenção de fumar.
4. Vigilância: avaliação regular do peso, do perímetro abdominal, da tensão arterial; análises de colesterol e de glicemia (nas pessoas de maior risco). Consulta médica para controlo dos valores elevados.
5. Informação: as pessoas com mais conhecimentos defendem melhor a sua saúde. É mais difícil detectar certos problemas cardiovasculares nas mulheres.

O que é que a mulher poderá fazer para prevenir doenças cardiovasculares?
Para além dos cuidados referidos anteriormente, as mulheres devem ter consciência que se sofrerem de diabetes, antes ou após a menopausa, o seu risco de sofrer de doenças cardiovasculares se iguala ao do sexo masculino. Em caso de sintomas anormais, devem procurar assistência médica.

No caso de a pessoa já ter um problema cardiovascular, que conselhos lhe dá para o seu dia-a-dia?
Os conselhos em caso de problema cardiovascular dependem da situação específica. De uma forma geral, os cinco conselhos anteriores (actividade física regular, alimentação saudável, abstenção de fumar, vigilância e informação) devem ser adaptados pelo médico ao caso individual. Mas é também importante incluir um sexto conselho: tomar regularmente a medicação. Actualmente a maior parte dos problemas cardiovasculares são crónicos e as pessoas podem ter uma boa qualidade de vida se forem cuidadosas no seu tratamento diário.
Adaptado de:

domingo, 24 de maio de 2009

Televisão é perigosa para bebés com menos de dois anos


Pediatras testaram famílias portuguesas e concluíram que crianças começam a ver televisão muito cedo e durante muitas horas. Uma situação que atrasa a competência de comunicação, alertam os médicos.
"A televisão funciona como uma babysitter. É ela que toma conta da criança e a entretém." O alerta para os riscos do uso excessivo da televisão é da pediatra Fátima Pinto, autora de um estudo que analisou o comportamento televisivo de 106 crianças no Porto e conclui que estas vêm muita TV desde cedo, muitas antes dos dos 24 meses. Uma situação que leva a médica a avisar: "É completamente contra-indicada a exposição televisiva antes dos dois anos."
É que ver demasiada televisão compromete as capacidades de comunicação das crianças, de interacção e aumenta a tendência para a obesidade e para os comportamentos agressivos. Atendendo aos dados de medição de audiência da Marktest, as crianças portuguesas passam três horas por dia em frente ao ecrã. "Uma média de consumo televisivo alta e um pouco acima da média europeia", alerta a socióloga Sara Pereira.
A neuropediatra Maria José Fonseca, por seu lado, lembra que "a Academia Americana de Pediatria não recomenda TV antes dos dois anos e depois dessa idade indica uma ou duas horas de exposição diária a programas de qualidade".
Em Portugal, os médicos também não aconselham que antes dos dois anos as crianças vejam televisão. E se o fizerem, "nunca por períodos superiores a cerca de 20 minutos", diz o pediatra Mário Cordeiro. Maria José Fonseca acrescenta que é essencial que "os pais tenham controlo sobre o tempo de exposição, o tipo de programas e sempre que possível vejam esses programas com os filhos".
A crescente importância da televisão nas casas dos portugueses leva o pediatra Gomes Pedro a considerar que "estamos a avançar para uma sociedade que não privilegia a comunicação humana, mediada pelo afecto". Em vez de passar o tempo a ver televisão, os pais deviam apostar em actividades ao ar livre. "Há um ditado popular muito explícito: a necessidade aguça o engenho. E hoje as crianças têm tudo feito e não desenvolvem a capacidade imaginativa, como antigamente quando tinham de fazer os próprios brinquedos", lamenta Fátima Pinto.
O pediatra Mário Cordeiro garante que a comunicação televisiva não permite o desenvolvimento de "um vocabulário ou gramática correctos". Defende que a TV "é um aparelho que pode ser desligado e a criança deve habituar-se a ver apenas o que lhe interessa". E compara: "Não se tem a torneira aberta à espera de alguém que deseje lavar as mãos". Sara Pereira faz questão de lembrar que a televisão tem coisas boas. "Há programas muito bons para a infância que podem alargar horizontes e dar a conhecer outras realidades."

sábado, 23 de maio de 2009

Remover amígdalas eleva risco de obesidade


As crianças têm maior risco de desenvolver excesso de peso ou obesidade após a cirurgia de remoção de amígdalas e dos adenóides. Esta foi a conclusão de um estudo holandês publicado na edição de Abril da revista «Pediatrics». A cirurgia, que no passado era indicada aos mínimos sintomas e chegou a ser considerada uma medida de saúde pública, é restrita hoje a infecções recorrentes sem controle clínico, à obstrução nasal - que pode levar a alterações faciais - e à apneia do sono, que interfere na aprendizagem. A partir de questionários anuais feitos a pais de 3.963 crianças com até oito anos de idade, a equipa liderada por Alet Wijga, do Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda, observou que a prevalência de excesso de peso aumentou em 61% após a tonsilectomia (remoção das amígdalas) e 136% após a adenotonsilectomia (remoção das amígdalas e dos adenóides). Embora as percentagens do estudo holandês possam ser relativizadas - como a prevalência de excesso de peso e obesidade no país é baixa, um pequeno aumento em números absolutos traduz-se numa grande percentagem -, os médicos afirmam que o ganho de peso é comum após essas cirurgias.
A explicação é simples. Com amígdalas e adenóides constantemente inflamadas, a criança tem a deglutição e olfacto prejudicados e não consegue alimentar-se normalmente. Após a operação, passa a comer mais, pois a deglutição torna-se mais fácil e o olfacto e o paladar, mais apurados. Por outro lado, diminui o gasto energético que antes ocorria com a respiração trabalhosa e com os processos inflamatórios.

Praticar exercício reduz quedas em idosos


Exercícios realizados em casa ou em grupo são mais eficazes para prevenir quedas do que mudanças em casa ou uso de suplementos de vitamina D.
A conclusão de que a prática de actividade física reduz as probabilidades e os índices de queda de idosos é de uma meta-análise da Cochrane Collaboration (rede global dedicada à revisão e análise de pesquisas na área da saúde), que analisou 111 artigos científicos e dados de mais de 55 mil pessoas idosas. As quedas são frequentes nessa faixa etária. Em geral, 30% das pessoas saudáveis com mais de 60 anos caem no espaço de um ano. Acima dos 80 anos, a taxa sobe para 40%. «As quedas são mais perigosas porque os ossos estão mais frágeis. O reflexo é menor na terceira idade, e há mais tendência a fracturas. Além disso, a cicatrização é mais lenta e complicada», afirma o ortopedista Moisés Cohen, professor e chefe da equipa de medicina desportiva da Universidade Federal de São Paulo, à Folha Online. Exercícios são altamente recomendados, mas o idoso deve ter autorização médica para praticá-los. Como marcha lenta, passos muito curtos e dificuldade de equilíbrio contribuem para os idosos caírem mais, as actividades que trabalhem a musculatura das pernas e dos quadris devem compor o programa de actividades nessa faixa etária. Exercícios de resistência são eficazes para aumentar o tónus muscular, e séries que ajudem a fortalecer a musculatura da coluna favorecem uma postura mais erecta. O tai-chi-chuan, mencionado na meta-análise, ajuda a melhorar o equilíbrio e o tónus muscular, «porque as posturas exigem muito das pernas ao mesmo tempo em que é treinado o equilíbrio», afirma o geriatra Sérgio Pachoal, coordenador da Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Para melhorar a flexibilidade, exercícios de alongamento e pilates também são indicados. Se joelhos e tornozelos são flexíveis, a probabilidade de queda diminui, pois o idoso consegue dar passos mais firmes e longos. Considerados menos importantes na pesquisa da Cochrane, algumas mudanças em casa – como instalar barras de apoio nas banheiras – também ajudam o idoso a cair menos.
Adaptado de:

Jovens que se embebedam sofrem alteração no desenvolvimento do cérebro


Danos causados durante a juventude podem ser definitivos, conclui um estudo feito pela Universidade da Califórnia (EUA). Cada vez mais vemos jovens a beber álcool, e a beber em excesso – muitos até antes de terem a idade legal para isso. Mas várias pesquisas científicas têm mostrado que o efeito da "bebedeira" sobre o cérebro dos adolescentes não se limita à ressaca do dia seguinte. Um novo estudo realizado pela Universidade da Califórnia em San Diego, mostra que o desenvolvimento do tecido cerebral pode ser alterado nos jovens que bebem em excesso. Os investigadores descobriram que a substância branca do cérebro apresenta modificações com a exposição a toxinas, especialmente o álcool, em altas doses. A substância branca é responsável pela transmissão de informações entre as regiões de substância cinzenta do cérebro. Com esta dificuldade de transmissão da informação, ficam comprometidas as capacidades de coordenar várias informações na tomada de decisões e no controlo das emoções. Essas alterações, que afectam várias regiões diferentes do sistema nervoso central (SNC), já tinham sido detectadas em cérebros de alcoólicos. O que não se conhece ainda é o padrão temporal da modificação. Porém, acredita-se que isso aconteça no decorrer dos anos. O tecido nervoso central ainda está em desenvolvimento nos adolescentes. Esta evidência aponta para o facto de o dano causado pelo excesso de álcool poder ser definitivo e trazer consequências no desempenho social e intelectual desses jovens.
Adaptado de:

Estudos sugerem que corrida previne problemas de visão


Correr pode reduzir o risco de desenvolver cataratas e degeneração macular relacionada com a idade (DMRI), dizem estudos da Universidade de Berkeley (EUA).
Os maiores ganhos foram verificados em atletas, mas mesmo pessoas que correm distâncias menores foram beneficiadas.
Um dos trabalhos analisou informações de mais de 40 mil corredores durante sete anos e verificou que os homens que correram cerca de 64 km semanais tiveram 35% menos hipótese de ter cataratas do que aqueles que corriam menos de 16 km por semana.
Os investigadores compararam ainda os dados dos homens com melhor condição cárdio-respiratória aos dos menos preparados e viram que os atletas mais velozes apresentaram menos queixas da doença.
A corrida também foi benéfica em distâncias menores. Outro estudo realizado na mesma universidade analisou 152 homens e mulheres e constatou que aqueles que correram entre 2 km e 3,8 km por dia estavam 19% menos susceptíveis a ter degeneração macular do que os que se exercitaram menos de 2 km diários. Para o investigador em oftalmologia desportiva Marinho Scarpi, os resultados sugerem que a corrida pode ajudar na prevenção das cataratas e da degeneração macular (DMRI) por evitar problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, que são factores de risco para as duas doenças. Estudos anteriores já apontavam que outras actividades físicas podem reduzir tais factores, mas exercícios vigorosos como a corrida mostraram-se mais eficazes. «Com excepção da exposição à luz solar, os atletas, em geral, cuidam mais de si mesmos e de sua alimentação». Segundo ele, a prática também ajuda no controlo do metabolismo do açúcar e reduz o consumo de cigarro e álcool entre seus praticantes, factores de protecção já conhecidos. O ponto alto dos estudos de Berkeley, avalia Scarpi, é a indicação de que mesmo quem não alcança tão longas distâncias pode ser beneficiado. «Não é necessário correr 10 km por dia para reduzir os riscos».
Outro estudo, feito em 2006 na Universidade de Medicina de Kaunas, na Lituânia, testou 210 pacientes com cerca de 60 anos internados para cirurgias de cataratas e verificou que o aumento da opacidade das lentes oculares foi maior em pessoas sedentárias. Os pesquisadores creditam o resultado, entre outros factores, à acumulação de radicais livres, presentes em maior concentração no organismo de quem não pratica actividades físicas.

Exercício físico é benéfico para a asma


Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto demonstraram que a actividade física regular e moderada tem benefícios para a criança alérgica e com asma.
Os investigadores revelam, num trabalho publicado no European Respiratory Journal, que «foi a primeira vez que estes resultados foram documentados em doentes com asma. Anteriormente apenas tinham sido sugeridos em modelos animais da doença». O estudo foi desenvolvido em colaboração com a Faculdade do Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e o Hospital de São João. A equipa liderada pelo investigador André Moreira avaliou dois grupos de crianças com asma alérgica persistente, num total de 34 crianças com uma idade média de 13 anos. Um dos grupos passou a frequentar sessões de 50 minutos de exercício físico de moderado a intenso, duas vezes por semana, durante três meses. Passado este período, as crianças integradas no programa de exercício físico e as não integradas (grupo de controlo) foram clinicamente avaliadas e comparadas. Os resultados demonstram que as crianças asmáticas que praticaram exercício regular e as restantes apresentam sinais da doença similares, ou seja, o exercício físico não agravou a asma dos praticantes de desporto. «Pelo contrário, nas crianças que aumentaram a sua actividade física ocorreu uma diminuição significativa dos níveis de Imunoglobina E, um anticorpo que se encontra aumentado nas pessoas que sofrem de doenças alérgicas, tais como asma», explica André Moreira. De acordo com o investigador, esta é considerada «uma descoberta importante», uma vez que existia relutância da parte de muitos profissionais de saúde e pais em recomendar a prática de exercício às crianças com asma, temendo uma exacerbação da doença .Recomenda, por isso, que «as crianças devem, idealmente, praticar actividade física moderada cinco a sete vezes por semana». André Moreira considera ainda que «é obrigatório que o médico prescreva actividade física às crianças com asma, com indicação da actividade, frequência e duração num modelo em tudo semelhante ao que é feito com os fármacos para a asma». O investigador refere que é a primeira vez que estudos realizados em humanos demonstram a acção benéfica do exercício moderado na asma. Estas novas informações médicas deverão agora ser integradas nas indicações internacionais para o tratamento da doença.

Mulheres acima do peso correm mais risco de parto complicado



Estudo nos Estados Unidos examinou 600 mulheres obesas ou com excesso de peso. Trabalho de parto dura 30% mais e necessidade de cesariana é maior.

Quando engravidam, as mulheres obesas ou acima do peso correm um risco maior de ter um trabalho de parto demorado, o que pode trazer problemas para o feto e aumenta a necessidade de um parto por cesariana. Esta é a conclusão de um estudo realizado por investigadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA). Os cientistas acompanharam mais de seiscentas mulheres na sua primeira gravidez para estudar por que as mulheres obesas apresentavam uma incidência maior de cesarianas. Foi demonstrado que o trabalho de parto das mulheres obesas dura em média 30% mais do que o das mulheres com peso normal. A gravidez de uma mulher com excesso de peso traz não só um aumento dos problemas típicos da gravidez como também aumenta a probabilidade de ocorrência de doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. O conselho dos médicos para as mulheres que pretendam engravidar e estejam acima do peso ou obesas é que procurem orientação especializada para perder peso.

Excesso de televisão e sedentarismo aumentam a angústia em crianças


Um recente estudo aponta que ver televisão em excesso e a inactividade física são factores determinantes e aditivos de angústia psicológica em crianças.
O estudo, realizado na Escócia, envolveu 1.486 crianças com idades entre os quatro e doze anos, avaliando a presença do stresse psicológico através de um questionário específico, respondido com a ajuda dos pais. Globalmente, 4% das crianças foram classificadas como tendo níveis anormalmente elevados de stresse psicológico. Após análise estatística, verificou-se que as crianças que assistiam à televisão por mais tempo, quando comparadas com aquelas que assistiam por pouco tempo (menos que 90 minutos por dia), apresentaram níveis significativamente maiores de stresse psicológico. Da mesma forma, as crianças com um elevado nível de actividade física (mais de 10 sessões semanais com duração de pelo menos 15 minutos) quando comparadas com as crianças com um baixo nível (menos de 6 sessões semanais), tiveram níveis significativamente menores de stresse psicológico. Excesso de televisão e inactividade física aumentavam o risco relativo de angústia psicológica em crianças, na ordem de 45% e 64%, respectivamente. A análise demonstrou que estes dois hábitos inadequados de vida exerciam também efeitos aditivos. «Como a actividade física na adolescência é capaz de prever também a saúde mental na idade adulta, as políticas de saúde pública deverão concentrar-se em promover um aumento das actividades físicas em crianças mais novas», finalizam os autores do estudo.